Tesouraria

Departamento Financeiro

Integrantes:

daniel Presbítero Daniel Bruner (Tesoureiro)


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Quais são as funções da tesouraria na Igreja ?

Todo líder sabe que a gestão eficiente de uma igreja passa por uma ótima administração financeira dos recursos da congregação, não é mesmo? E, nessa área, os serviços da tesouraria são essenciais.

Em igrejas menores, muitas vezes, a tesouraria centraliza as funções de secretaria, gestão financeira e toda a parte administrativa, sem uma melhor definição de suas funções. Embora essa estrutura seja comum — e funcione — em algumas congregações, à medida que o serviço aumenta, é necessário promover uma reformulação, especializando o setor para que tudo seja muito bem executado.

Quer saber como a tesouraria influencia na gestão da igreja? Então confira nossas dicas e aprenda melhor como ela realmente deve funcionar:

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As funções da tesouraria

São quatro as principais funções de uma tesouraria: administrar pagamentos e recebimentos, controlar o fluxo de caixa, e captar e aplicar os recursos financeiros. E para que a gestão financeira funcione como um relógio, todas essas atividades precisam estar muito bem alinhadas, já que são interdependentes e fundamentais no processo geral. Vamos dar uma olhada em uma por uma?

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Administração de pagamentos e recebimentos

Quando se pensa em uma tesouraria, essa é a primeira tarefa que vem à cabeça, certo? O modo como os pagamentos e recebimentos são distribuídos ao longo do mês tem influência direta sobre o fluxo de caixa da igreja e sobre como esse dinheiro será posteriormente aplicado.

A tesouraria deve conhecer a fundo a capacidade de pagamento da congregação, tornando o cumprimento dos prazos desse processo mais eficientes. Nesse sentido, uma ótima ferramenta é usar a informatização dos sistemas eletrônicos, com o uso de sistemas ERP e a internet, que podem ajudar a tesouraria no gerenciamento das contas.

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Administração do fluxo de caixa

Para que se tenha uma boa gestão financeira é essencial que a tesouraria mantenha um rigoroso controle do fluxo de caixa, combinando as datas das projeções de recebimento com as dos efetivos pagamentos das contas da congregação. Em meses de fraco recebimento ou em períodos de dificuldade financeira, a gestão do fluxo de caixa também pode servir para decidir quais serão as contas pagas, visando recuperar a estabilidade financeira mais rapidamente.

O ideal é que a congregação tenha 2 fluxos de caixa: um a curto prazo, cobrindo um mês à frente, e outro a médio prazo, cobrindo até doze meses à frente. Nessa tarefa, o maior desafio é conseguir uma boa média de acertos nas previsões para que a administração possa planejar suas finanças e ter tempo de pensar onde serão aplicados futuramente os recursos que sobrarem no caixa da congregação ou como serão sanados os possíveis desfalques.

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Captação de recursos

Tão importante quanto administrar os recursos que a igreja possui é saber captar recursos quando a congregação não der conta dos gastos. Por isso, havendo necessidade de aporte no fluxo de caixa, a tesouraria deve ser a responsável pelo planejamento financeiro e pela execução de medidas efetivas para solucionar o problema.

As opções mais comuns para conseguir uma captação emergencial de recursos por parte das igrejas é por meio da organização de eventos — como bazares, rifas e festivais — ou com um empréstimo bancário, sempre a última opção a se considerar.

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Aplicação dos recursos

Uma ótima gestão de tesouraria também passa pelo planejamento da aplicação dos recursos financeiros da igreja. Nessa área, a congregação deve manter uma reserva considerável de dinheiro para servir como capital de giro e conseguir pagar suas despesas com agilidade, sem perder dinheiro com juros, por exemplo.

Para isso, é necessário ter um fluxo de caixa preciso. Quanto mais preciso for seu fluxo de caixa, mais exata será sua margem de segurança, e, consequentemente, menos dinheiro ficará ocioso. Quando essa parte estiver bem estabelecida, a tesouraria pode planejar o que fazer com alguma eventual sobra, investindo em melhorias na congregação.

Seguindo esse modelo, é possível formar uma tesouraria sólida, que tenha uma grande influência positiva na gestão dos recursos da sua igreja.

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Dízimo: muito mais do que dinheiro

A entrega de contribuições e ofertas financeiras é uma prática comum entre as igrejas cristãs. O reino de Deus, porém, não se edifica com dinheiro, mas com pessoas comprometidas com Jesus.

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Embora o dinheiro não seja o assunto mais importante na vida cristã, Jesus deixou claro que a maneira como lidamos com esse assunto indica o nível do nosso amadurecimento espiritual (Lucas 16.10-12). Portanto, esse também é um assunto espiritual.

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A Bíblia possui vários princípios que orientam a contribuição financeira do cristão. Abaixo relacionamos sete tópicos a esse respeito.

1. O ministério de Jesus foi mantido pela contribuição de pessoas piedosas. Lucas menciona os nomes de algumas mulheres que lhe prestavam assistência com os seus bens e afirma que existiam “muitas outras” (Lucas 8.1-3).

2. Jesus aprova as contribuições financeiras quando elas são feitas com a motivação correta. Na história da viúva pobre (cf. Marcos 12.41-44) ele ensinou que Deus não despreza a oferta humilde. O que Deus julga é a motivação do coração.

3. Jesus não condenou a prática do dízimo, mas o mau uso que as pessoas faziam da mesma. Ele censurou os fariseus porque entregavam o “dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças”, mas desprezavam o amor de Deus (cf. Lucas 11.42). Ele reprovou o fato dos fariseus pensarem que a prática do dízimo substituiria o amor a Deus e ao próximo.

4. A contribuição para atender aos necessitados é uma expressão da comunhão cristã. Na igreja primitiva os irmãos socorriam uns aos outros financeiramente (cf. Atos 4.34-35). A comunhão cristã não é apenas espiritual, mas também prática e material.

5. A contribuição é parte integrante da adoração cristã. O apóstolo Paulo ensina que ela deve ser feita sistematicamente no primeiro dia da semana, ou seja, no domingo (cf. 1 Coríntios 16.1-4). A contribuição deve ser voluntária e livre de qualquer coerção. As ofertas cristãs devem ser praticadas como expressão da adoração a Deus, feitas com alegria e contentamento (2 Coríntios 9.7).

6. A contribuição cristã obedece aos princípios da fidelidade e da proporcionalidade. Paulo ordenou que cada um o fizesse “conforme a sua prosperidade” (cf. 1 Coríntios 16.2). O dízimo é uma excelente maneira de atender a esse princípio da proporcionalidade, pois ao ofertarem dez por cento, todos ofertam em proporção igual. Além do mais, Paulo disse que “se há boa vontade, será aceita conforme o que o homem tem e não segundo o que ele não tem” (2 Coríntios 8.12). Deus nunca exige que seus filhos entreguem o que não têm.

7. A liberalidade cristã na contribuição é fruto de uma consagração pessoal a Deus. Ao falar sobre a espontaneidade dos cristãos macedônios em contribuir, Paulo explicou que a razão pela qual eles o faziam é porque antes já haviam se dado “primeiro ao Senhor” (2 Coríntios 8.5). Somente aquele que já entregou o seu coração a Cristo não terá dificuldades de contribuir para com a obra do Mestre.

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Trazei todos os dízimos à casa do tesouro, para que haja mantimento na minha casa, e depois fazei prova de mim nisto, diz o Senhor dos Exércitos, se eu não vos abrir as janelas do céu, e não derramar sobre vós uma bênção tal até que não haja lugar suficiente para a recolherdes.
Malaquias 3:10